Recentemente, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou os resultados de um estudo abrangente sobre as disparidades de renda entre as cidades de Mato Grosso em 2020. Esse estudo combinou dados das declarações de Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua).

Os resultados revelaram que a maioria das cidades com as rendas médias mais altas em Mato Grosso estão associadas à produção de soja. Nove das dez principais cidades nesse quesito são destaque nesse setor. Primavera do Leste lidera a lista, com uma renda média de R$ 2.776, ocupando o 15º lugar no ranking dos 100 municípios mais ricos do agronegócio brasileiro, segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Sapezal, com R$ 2.719, e Sorriso, com R$ 2.631, completam o pódio.

A lista das 10 cidades mais ricas de Mato Grosso 2024 é a seguinte:

  • 10. Sinop: R$ 1.720,00
  • 9. Campo Verde: R$ 1.756,00
  • 8. Campos de Júlio: R$ 1.846,00
  • 7. Campo Novo do Parecis: R$ 1.917,00
  • 6. Querência: R$ 1.917,00
  • 5. Lucas do Rio Verde: R$ 2.091,00
  • 4. Cuiabá: R$ 2.428,00
  • 3. Sorriso: R$ 2.631,00
  • 2. Sapezal: R$ 2.719,00
  • 1. Primavera do Leste: R$ 2.776,00

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No entanto, Cuiabá destaca-se como uma exceção, com uma renda média de R$ 2.428, ocupando o quarto lugar no estado. A economia da capital não está centrada na produção de grãos, ao contrário das outras cidades do "top-10".

Por outro lado, Barão de Melgaço, localizada a 113 km ao sul, apresentou a menor renda média da população mato-grossense, totalizando apenas R$ 201, o que representa uma disparidade de 13 vezes em relação a Primavera do Leste, também na região sul.

O estudo destaca que a desigualdade de renda no Brasil é ainda mais acentuada do que se imaginava, especialmente quando se considera a parcela superior da distribuição de renda, utilizando dados do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Isso coloca o país no topo do ranking mundial de desigualdade.

Além disso, os autores do estudo observam que, mesmo com a implementação do Auxílio Emergencial para preservar a renda dos mais pobres, a desigualdade não diminuiu ao longo de 2020, como se esperava. Isso ocorreu devido ao desempenho significativamente inferior do ganho da classe média brasileira em comparação com os mais ricos.


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